Do forró universitário aos palcos da América Latina.
Pra fazer um resumo breve: nasci em Jacobina, Bahia, no começo do Vale do Capão, da Chapada Diamantina. Vim pra São Paulo cedo. Meu encontro com a música foi sempre na minha casa, todo mundo toca: minha vó, meu pai, meu tio. Formei uma banda de forró universitário, com um amigo, irmão, companheiro de composição da música “Levitar”, do Circuladô de Fulô.
Após isso, eu fui pra Argentina. Profissionalmente, comecei a tocar bossa nova, MPB, música popular brasileira, pelos bares de Buenos Aires: Puerto Madero, San Telmo, Recoleta, Barrio Norte. Até entrar na Sinsemilla. Equador, Porto Rico, Uruguai, Chile, Colômbia: com essa banda percorri muitos países, muitas cidades do mundo.
Depois de 13 anos nessa banda, eu estava cansado de tocar reggae e sabia que a música tinha algo mais pra me dar. Saí da banda com a ideia de fundar um novo projeto. Comecei a fazer jam de jazz e acabei conhecendo os músicos, o tecladista do futuro trabalho, o Cynzas, que foi o Cristian. O começo foi Cristian, Tiago e eu: baixo, bateria, teclado e voz. Decidimos levar esse trabalho a sério: saímos de todos os trabalhos em que tocávamos e nos dedicamos a ensaiar todos os dias, durante um ano, cinco horas por dia. Com oito, nove meses ensaiando todo dia, a banda chegou a uma maturidade sólida.
Conhecemos o Max, engenheiro de áudio ganhador do Grammy, e ele decidiu produzir a gente, produzir o Cynzas. Fizemos um disco lindo, maravilhoso, um trabalho que eu gosto muito. Esse disco, logo no lançamento, foi eleito um dos 30 melhores discos da década da Argentina. Tivemos indicações ao Martín Fierro e ao Prêmio Carlos Gardel. Foi um projeto que nos abriu muitas portas, muitas portas mesmo.
Logo, na transição do Cynzas, eu decidi abrir um restaurante. As coisas não foram muito bem no restaurante. Eu tive que abandonar o meu trabalho na música e voltar pra administração do restaurante pra não perder meu apartamento. Nesse processo, surgiu a possibilidade de voltar ao Brasil pra me recuperar e trabalhar. Volto a trabalhar com a música aqui no meu país, isso no ano de 2013, mas não em cima do palco: trabalhando atrás, na parte de gestão de carreira de uma dupla sertaneja. Fiquei aqui um ano trabalhando e logo depois regressei pra Argentina.
Voltando lá, eu tinha umas músicas, uma música que tinha que ser feita no Brasil, com brasileiros. Aí eu volto pro Brasil, e nessa vinda eu digo: não quero tocar, só quero gravar. Acabo encontrando uma pessoa que abre uma porta pra outra, pra outra… Quando eu estava lá no Candeal, gravando com músicos incríveis, em três semanas minha vida mudou. Acabei conhecendo Seu Jorge em Salvador, tocando no show do Seu Jorge. E daí saiu esse disco, “O Menino de Asas”.
Daí eu voltei de Salvador pra São Paulo com a vida. Em São Paulo teve uma separação minha com minha companheira, e continuei dando pra frente. Quando eu chego aqui pra lançar o disco, soltou a pandemia: tempo caótico pros músicos.
Aí depois surgiu a possibilidade: cheguei pro meu amigo Bolo e disse: “Bolo, eu preciso trabalhar, preciso tocar, meu irmão, eu sou músico, estou sem tocar, a pandemia arruinou”. Ele: “Rapaz, eu tenho uma banda pra você, uns caras que tocam comigo, a banda Panico X, de Santo André, não tem vocalista, e você vai cair como uma luva na mão deles”. Então conectou com o Denis. Na pandemia, montamos um trabalho. Só que eu já estava fazendo meu trabalho paralelo, à parte, gravando e produzindo.
Daí se deu a possibilidade de ir pra casa do Guga Stroeter, por intermédio do Denis Lisboa, que me levou na casa do Guga. Antes desse disco existir, eu cantava com o Guga na orquestra de salsa, que estava ensaiando pra começar os shows de grandes clássicos da música popular brasileira em salsa. Nesse meio, o diretor musical, o Pepe, ensaiando no decorrer do ano: “Me manda umas músicas suas, que eu vou te produzir uma música pra te dar de presente de Natal”. Eu, feliz da vida, mandei minhas músicas pra ele. Aí ele me liga: “Chocolate, cê não tem mais música, não?”. Eu falei: “Pepe, meu irmão, mandei essas músicas, cê não gostou de nenhuma?”. Ele disse: “Não, eu gostei das seis, e vou fazer um disco”. Aí começou a produção desse disco, desse trabalho.
Aí ele me passou uma lista de músicas e de pessoas pra trabalhar. Eu disse: “Não tenho dinheiro”. Ele disse: “Meu irmão, sai e consegue essas pessoas”. E justo essas pessoas eram todos meus amigos. Então chamei todos esses músicos: “Ó, meu, você, você, você, você: o Pepe tá mandando chamar vocês e convidar vocês pra um trabalho nosso que vamos fazer”. E todos abraçaram.
Time maravilhoso: Léo Oliveira, que fez as guitarras e os baixos do disco; Rafael, meu amigo, irmão, poderoso; Kitinho nos baixos e no violão. Eu tenho essa possibilidade na banda: o guitarrista e o baixista são flutuantes, podem tocar qualquer instrumento. Nos teclados, direção e programações, está o Pepe, que assina todo esse disco. Na bateria, o Jean, que dispensa comentário. Alexandre nas percussões do meu trabalho e, junto, o Denis Lisboa. E nos ventos da banda, essas duas maravilhas: no trompete e trombone, Luiz Nascimento, artista renomado, meu irmão querido; e no sax e na flauta, o Virgílio, que dispensa comentário e sua genialidade.
Sou muito agradecido por ter na minha vida… Eu costumo dizer que o Guga é Orixá, sabe? Sem ele nada disso seria possível. Ele que viabilizou esse disco. Tenho que agradecer também a Rafaela, assistente e colaboradora que trabalha com ele. Tenho muito a agradecer ao Danilo Oliveira, ao Angelo: pianista, tecladista, produtor, arranjador, uma pessoa linda, que colaborou com pensamentos, visões, e abriu os meus olhos em algumas coisas. E um cara muito importante nesse disco, um dos sócios do disco, que ajudou a lapidar isso: o senhor Renato Soares, nas mixagens e masterizações, essa obra fina feita por ele. Eu só tenho a agradecer a esse time.
Agora estamos no processo de sair pra luta. Minha intenção é entrar no mercado musical brasileiro, na cena, com um trabalho autêntico, com muita verdade, o trabalho da minha vida, que logo, logo, em breve… eu morro de ansiedade pra compartilhar com vocês.
Só anos verificados
“O Menino de Asas”, pela Marã Música, com distribuição da ONErpm: Luz Guia, Cabeça Branca e Meus Ancestrais.
Antes de voltar ao palco, uma canção precisa reencontrar quem a escuta. Em El Regreso, Marcus Chocollate apresenta um novo repertório com a força de uma banda reunida em torno de sua voz. As músicas se revelam em capítulos: cada uma aproxima o público de uma história, até o momento em que o disco e o espetáculo encontram sua forma completa.
Mais que um show, um espetáculo: música, dança, VJ e iluminação no mesmo palco.
Formato principal
Espetáculo com banda
Oito músicos em cena, bailarinos e treze canções autorais, com direção musical de Pepe Cisneros.
Formato complementar
Voz e violão
Para lives, entrevistas e pocket shows.
Equipe
Equipe técnica própria, com iluminadora e técnica de PA.
Direção artística em definição.
Agenda em breve
B2A banda
Formação em confirmação.
Formação e grafias em confirmação com cada músico.
Marcus Chocollatevoz
Pepe Cisnerosdireção musical, teclados, sampler e synths
Léo Oliveiraguitarra, violões e cordas
Rafael Cortezzicontrabaixo
Michelbateria
Mestre Maiapercussão
Jair Vigíliosaxofone e flauta
Luiz Nascimentotrompete e trombone
Convidados da estreia: em confirmação.
B3O disco em capítulos
Canções novas, uma de cada vez.
Treze canções autorais chegam em capítulos, até o disco completo. Títulos e datas em breve.
Foto: acervo do artista
B4Prévias
Trinta segundos de cada faixa.
A música inteira chega com o lançamento.
01Faixa 01· título em breve · 0:30
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13Faixa 13· título em breve · 0:30
B5Teaser
Doze segundos de El Regreso.
Vídeo sem fala, com música.
B6Serviços
O que contratar com Marcus Chocollate.
Cantor, compositor e músico, também produtor musical e diretor cultural. Cada proposta é montada com a produção executiva.
01Formato principal
Show El Regreso com banda
Espetáculo com oito músicos em cena, bailarinos, VJ e iluminação, e treze canções autorais.
Projeto de Marcus Chocollate com o irmão: oficinas de fabricação de instrumentos com materiais recicláveis e de técnica de composição.
Esse subprojeto faz parte da essência do novo projeto e da preocupação ecológica do artista, unindo a música e a sustentabilidade ao transformar lixo em instrumentos.